Sou impaciente. Têm sido uma árdua tarefa agregar à minha existência essa almejada habilidade de espera.
A cada amanhecer tenho conhecido o tempo de Deus.
E não é o tempo que leva para a areia terminar de escorrer de uma ampulheta, ou para que os movéis da minha sala comecem a empoeirar. Não. Os grãos de areia não ditam mais o meu tempo. Eu já não os observo, eu os sinto. Eu caminho sobre as dunas, esperando que o deserto torne-se mar. E quando a espera se mostrar infindável, só preciso lembrar de permanecer de pé, já que nadar não é meu forte.
Desabafo em 11/08/10.
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