quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Caos.

"Eu tenho caminhado por furacões que somente uma pequena borboleta é capaz de causar."

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Planejando o que não se planeja.

Eu não costumo questionar as coisas e a natureza delas, o que elas representam.
Mas há algo que me questiona, e me incomoda.
Por que ou por quem eu tenho segurado o fôlego? Qual a razão que me faz caminhar sobre o asfalto, areias, águas e peles, e insistir em perseguir o acaso? Por acaso eu tenho me tornado o que sou?

Eu tenho sido o arquiteto do meu próprio amor e das casas vizinhas. Cada detalhe é constantemente reavaliado quando o assunto é projetar, idealizar. O problema é que não sobra tempo para fazer morada. Alguém me disse uma vez "não idealiza, pois no momento em que se cria a expectativa corrompe-se o que deve ser vivido." Não com essas palavras. Mas disse. Nunca ouço.
"Viva o momento". Não vivo.
"Viva o hoje como se.. etc, etc.. " Esse não sou eu.
Eu construo o meu destino, arquiteto os meus acasos. E os alicerces que sustentam toda essa estrutura são coisas que vivi e que pretendo vivenciar.
"Eu meço a altura do tombo, e passo Agosto esperando Setembro."

Não quero o trivial, nem paixões medíocres.
Não quero o amor como elogio educado, nem castrá-lo pelo comodismo ou por exibi-lo como o carro do ano.
Eu quero o incomum e imperfeito, mas o quero vivo. Sem vida, o amor não sopra.
E se não houve tempo para habita-lo, paciência.
Em algum lugar entre o acaso e o planejado é onde construirei o meu castelo.



"Eu desenho a forma das nuvens e então as observo."


(Haja folêgo.)

O templo das coisas.

Sou impaciente. Têm sido uma árdua tarefa agregar à minha existência essa almejada habilidade de espera.
A cada amanhecer tenho conhecido o tempo de Deus.
E não é o tempo que leva para a areia terminar de escorrer de uma ampulheta, ou para que os movéis da minha sala comecem a empoeirar. Não. Os grãos de areia não ditam mais o meu tempo. Eu já não os observo, eu os sinto. Eu caminho sobre as dunas, esperando que o deserto torne-se mar. E quando a espera se mostrar infindável, só preciso lembrar de permanecer de pé, já que nadar não é meu forte.

Desabafo em 11/08/10.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Um sobre dois.

"Eu sou meio egocêntrico,
meio paranóico,
meio zangado.
Meio inquieto, meio inseguro, meio ansioso.
Também sou meio frustrado, meio sentimental, meio triste.
Meio convicto, meio esperançoso, meio teimoso.
Meio culto, meio ignorante.
Eu sou meio paciente, meio organizado.
Meio artista e meio engenheiro.
Sou meio bobo, e meio quieto.
Meio chato e meio feliz.
Sou um meio.
Sou os meus próprios meios.
Mas tenho um Deus inteiro,e amo por inteiro."

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Propósito


Eu preciso de um tempo para me dedicar a viver.
Eu preciso viver me dedicando à todo o tempo que tenho.
Eu preciso de uma dedicação ao tempo em que eu vivo.
Eu dedico à minha vida todo o tempo que preciso.
Eu dedico o meu tempo à tudo que é preciso na vida.
Eu temporizo a minha vida com precisão e dedicação.
Eu vivo o tempo, a precisão e a dedicação.
Eu vivo.
E na maior parte do tempo me dedico a descobrir do que preciso.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Ponto de chegada

Quando vejo você, coraçãozinho pira
Quando vejo você, meu mundo inteiro gira
Quando vejo você, coraçãozinho pequenino com medinho
Quer fugir
E me faz correr
O sangue pelas veias
Não consigo mover
Não há nada que mova

Da voz ativa à passiva
Um moinho qualquer
Nem estrelas cadentes
Montanhas com a fé

E na paraplegia do amor
Nem fisioterapia faria mover
Meus olhos de você..





"Composição minha e de Elvisley

À mulher que faz com que o músculo involuntário do meu amigo pulse"


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